domingo, 24 de março de 2013

UM CV PODE SER MAIS DO QUE UM CURRÍCULO


UM CV PODE SER MAIS DO QUE UM CURRÍCULO

Já lá vai o tempo em que o currículo em papel era a única forma de nos darmos a conhecer às empresas onde queríamos trabalhar. Hoje em dia são muitas as possibilidades e as redes sociais, como o Linkedin, dão uma ajuda. Não basta estar, é preciso investir tempo nelas. Mas um CV é um CV e continua a fazer falta.

Foi lançado recentemente em Portugal o CVitt, uma ferramenta gratuita que lhe permite fazer um currículo. Melhor, o seu currículo, com tudo o que de importante o define, para além do seu percurso profissional.

«Quisemos ir buscar o outro lado da pessoa, para o utilizador se conhecer melhor. Há muita gente que tem um espelho diferente do que aquilo que realmente é» e posiciona-se mal no mercado de trabalho, disse ao tvi24.pt Marco Vilela Gomes, da Ray Human Capital, responsável em Portugal pelo projeto que arrancou em novembro em Espanha.

Conheça-se a si próprio para saber o que vale no mercado«Hoje em dia as empresas querem conhecer os potenciais colaboradores numa visão 360º, através das redes sociais, networking e o CVitt apresenta outras dimensões para além do que está factualmente num CV normal», acrescentou.

É mais do que um CV padrão porque pode ser utilizado como um espaço de desenvolvimento pessoal e de competências. Que as empresas também procuram:quem é que numa entrevista já não se viu confrontado com perguntas como «Faz voluntariado? Costuma viajar?». O Cvitt pretende ser o espelho disso e não só: «Cruzamos três dimensões em particular para conhecer a pessoa - trajetória profissional, perfil de expectativas (como é que eu me vejo, como é que os outros me vêem, como é que eu gostaria de ser visto) e o perfil de talentos(necessariamente ligados com aquilo que fazemos para além da vida profissional)».

Desse cruzamento, sairão resultados que permitirão à pessoa «conhecer-se melhor e, acima de tudo, diferenciar-se. Este é o grande salto que o CVitt pretende dar».

Se o utilizador for, por exemplo, um analista financeiro, que trabalhe na banca, «pode perceber como é que se compara com as pessoas da sua idade, da sua função, na banca também, e perceber qual é o perfil genérico daquela função e o seu e qual o gap que tem em relação a essas competências para poder trabalhá-las», explicou o mesmo responsável.

Existem duas versões, ambas gratuitas, uma mais rápida e outra mais completa para elaborar o perfil. As duas convidam o utilizador aescolher um slogan, «uma frase que o defina e pela qual quer ser conhecido», lê-se na plataforma.

Depois, altura de identificar competências e talentos, não sem responder a uma série de perguntas como: «Já o felicitaram pela prática desta actividade? Tem certificados de cursos relacionados com esta actividade? Já foi mencionado como alguém de referência?». Tudo para detetar o quão competente e/ou talentoso é efetivamente,numa perspetiva de mercado. Ou se diz que é apenas porque sim.

Há também perguntas sobre que atividades intelectuais gosta de realizar e em que medida é que elas o satisfazem. Perguntas também sobre a forma como se relaciona com os outros. No final, quais as expectativas que tem em relação ao trabalho que ambiciona fazer.

Tudo é medido até chegarmos ao seu perfil do profissional: se é mais especialista, inovador, competitivo, de gestor, de serviço ou de suporte. Um perfil que pode ir sendo ajustado à medida que renova ou ganha competências.

As empresas que queiram ter também um perfil corporativo poderão fazê-lo gratuitamente pelo menos até ao terceiro trimestre deste ano. Os utilizadores singulares podem escolher o uso que dão ao CV: perfil público; só para utilizadores; e/ou só para empresas.

O especialista em marketing digital e redes sociais da FLAD, Gabriel Augusto, entende que esta «é uma ferramenta com muito potencial, a que as pessoas devem estar atentas também». «Parece-me um meio termo entre o Linkedin e o Facebook».

in http://www.iol.pt/push/iol-push---economia/cv-cvitt-curriculum-trabalho-curriculo-emprego/1432153-6469.html

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